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8M, emprendimiento en igualdad

Glossário 8M para empreender em igualdade

O feminismo é um movimento, também uma agenda e uma teoria econômica, mas, por acima de tudo, é uma forma de observar e transitar o mundo desde um lugar inequívoco: o da igualdade. O que acontece quando aplicamos essa visão ao empreendedorismo?

Ainda que no Explorer trabalhamos desde essa ótica em nosso día a día, cremos que uma data como o 8 de março serve para visibilizar e tratar de explicar os desafios aos que se enfrentam, entre outras empreendedoras, as participantes do Explorer. Quais são as principais desigualdades com as quais as mulheres seguem se deparando na hora de empreender? Dê uma olhada neste mini-glossário que preparamos e as soluções que propusemos para construir ecossistemas de empreendedorismo mais igualitários.

Liderança

É a condição de líder, alguém capaz de influenciar sua equipe para atingir os objetivos.

Curiosamente, as habilidades necessárias para liderar (capacidade de escutar, de se comunicar…) são qualidades que se dão em maior medida entre as empreendedoras e, muito provavelmente, uma das razões pelas quais os projetos comandados por mulheres tem uma taxa de sobrevivência superior: em 2019, 58% das empresas criadas por homens falharam, em comparação com 30% das lideradas por mulheres.

Nossa proposta: trabalhar dentro dos ecossistemas empreendedores para valorizar essas habilidades e as mulheres que as exibem. Ajudar os homens a incorporá-las na gestão de seus projetos e equipes.

Viés/Bias

Comportamentos e ideas preconcebidas. São os conhecidos como estereótipos de gênero, que se ativam de maneira inconsciente nas na análises realizadas, por exemplo, por muitos investidores e fundos sem nem sequer ser conscientes disso.

A desigualdade entre homens e mulheres no empreendedorismo se manifesta em fatos objetivos, como o fato de os projetos de mulheres receberem menos investimentos do que os liderados por homens. Isso se deve em parte àqueles preconceitos que colocam as mulheres em situação de desvantagem pelo simples fato de serem. Os dados nos dizem, segundo Mujeres Avenir por la Conexión, que as empresas fundadas por homens têm 10% mais chances de serem financiadas (a maior parte do capital de risco está nas mãos dos homens e quase todo o dinheiro das grandes fortunas vai para empresas liderada por homens). No ano passado, os projetos que só tinham mulheres em sua equipe formaram seu capital 61% com recursos próprios e 15% com recursos privados, completando-o com recursos públicos e FFF. As empresas constituídas exclusivamente por homens integravam o seu capital com 48% de fundos próprios e 32% de fundos privados; os restantes 20% correspondiam a fundos públicos (4%) e FFF.

Nossa proposta: incorporar a perspectiva de gênero à análise de projetos. Ajudar investidores e fundos a entender os benefícios de apostar em projetos liderados por mulheres.

Mansplaining

Esse neologismo anglófono é formado pelas palavras man (homem) e explaining (explicar). Sua definição consiste em explicar algo a alguém, especialmente um homem a uma mulher, de uma forma considerada condescendente ou paternalista. Não é levado em consideração que a mulher que recebe a explicação sabe mais sobre o assunto do que a pessoa que o explica. No mundo do empreendedorismo, a maioria dos mentores são homens.

Nossa proposta: promover mais redes de mentoras femininas, mas também abrir uma reflexão entre os mentores masculinos sobre este tema. Quando você orienta mulheres, você realizou um exercício de auto-observação e percebeu que frequentemente exibe esse tipo de comportamento tóxico? É um grande passo, o primeiro para tentar mudar e contribuir para a construção de ecossistemas empresariais mais seguros e igualitários. Ajude outros mentores a se reconhecerem e se revisarem.

Netbonding

Este termo, cunhado por Patricia Araque, Diretora Executiva da Explorer, tenta nomear uma prática que nos incentiva a construir uma rede de contatos que vai além dos interesses comerciais (que seria o networking de toda a vida). No empreendedorismo, cercar-se de uma rede que entenda os desafios que enfrentamos todos os dias e nos apoie emocionalmente é fundamental para nos ajudar a seguir em frente.

Nossa proposta: rodear-se de outras pessoas empreendedoras que te entendam e te ajudem a se cuidar emocionalmente, construir espaços seguros para compartilhar medos e angústias. Se você é mulher, crie também sua própria rede de empreendedoras: ainda existem desafios que só nós enfrentamos e é sempre bom compartilhá-los com outras colegas que já passaram ou estão passando pelas mesmas situações.

Aliado

Pessoa que se une a outra para atingir o mesmo objetivo. Quando aplicamos a perspectiva feminista ao empreendedorismo, definimos como o sócio, investidor ou mentor que entende todas as propostas que fizemos anteriormente, usa-as para se revisar, respeita-as e aplica-as.

E você? O que está fazendo para construir um empreendimento mais igualitário e justo para todos e todas? Adoraríamos escutar experiências a esse respeito e transferi-las para a comunidade Explorer como boas práticas.

 

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