TalkX-Lolita-Taub

Isso é o que Lolita Taub pensa sobre a Cultura da Pressa (e não é bom)

“A Cultura da Pressa é muito real no mundo das startups, mas trabalhar nesse ritmo é contraproducente. Isso não é uma corrida. Podemos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo.” Frases como essa (dignas de virar mantra) foram as que inspiraram os participantes da nossa TalkX com Lolita Taub. O que mais ela nos contou?

A TalkX com Lolita Taub, segunda palestra desta edição do Explorer, começou com uma apresentadora já conhecida de todos os empreendedores desta comunidade, Justine Guenver, dando lugar à sócia responsável por uma empresa que investe em startups ainda em estágio inicial, mas com potencial para se tornarem unicórnios.

 

Sua empresa se chama Ganas Ventures e a história por trás desse nome é pura inspiração: Lolita, filha de imigrantes mexicanos em Los Angeles, cresceu sem muitos recursos, mas seu pai sempre a incentivou com a frase “échale ganas”. “Significa que não se renda, que continue rumo ao sucesso. E com vontade!”, ela explicou, sorrindo, no canal do Explorer na Twitch, quando perguntaram qual foi o melhor conselho que ela já recebeu.

 

Ela mesma revelou muitos outros tips que poderiam perfeitamente estar em um manual de empreendedorismo. E os soltou da forma mais natural, em uma conversa fluida com Justine, que, também empreendedora, falou de sua experiência e soube fazer as perguntas certas para que Lolita pudesse explicar a mudança que quer promover no ecossistema de investimentos: “Estou muito orgulhosa do que conquistei, de onde venho. Mas quando você olha para qualquer fundo de capital de risco, você vê que ele é controlado por investidores do sexo masculino em 99% dos casos. Por que as mulheres são tão sub-representadas, quando são tão boas em financiamento? Trata-se de empregar mais mulheres e apostar na diversidade. Eu sei que é uma conversa desconfortável para muitas pessoas, mas se queremos mudar as coisas, temos que ter conversas desconfortáveis”, agregou.

 

“As empresas criadas por mulheres têm uma boa oportunidade de conseguir dinheiro. Agora estamos aproveitando a possibilidade de acessar fundos que o Silicon Valley não teve acesso. Quando você constrói algo, quer abrir portas para outros e eu quero ver mais mulheres investidoras”, explica ela.

O outro lado da moeda é a Hustle Cultur, a Cultura da Pressa que arrasta todo empreendedor e afeta principalmente as mulheres: é preciso trabalhar no projeto continuamente, sem descanso, para avançá-lo, para ter sucesso. “Trabalhar nesse ritmo é contraproducente. Isso não é uma corrida. Podemos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo. Prefiro focar em entender melhor meus limites”, diz. Na verdade, Lolita explicou ao público da TalkX que a inspiração muitas vezes vinha quando ela estava focada em um de seus hobbies ou curtindo um momento de relax.

 

Também foram discutidos temas focados na saída ao mercado, como encontrar clientes. “O futuro está em ir às comunidades. Você tem que saber o que está vendendo, mas também para quem, onde e como. Crie uma marca pessoal e não tenha medo. Claro, é perfeitamente normal sentir medo, mas se houver paixão pelo que você faz, você conseguirá chegar ao mercado. Você terá aquela sensação maravilhosa de ‘estou criando valor’. Existe uma comunidade a qual você está servindo”, disse ela. Justine concordou: “Sempre há uma comunidade que aprecia seu produto; É aí que você encontra seus clientes em potencial”. Qual é o tip fundamental nesta fase? Devemos ser transparentes com nosso público potencial.

 

A TalkX com Lolita Taub terminou com as perguntas que os participantes enviaram pelo chat. Foram tantas que não deu tempo de resolver todas, mas aqui estão as três melhores respostas, que podem servir como frases de cabeceira para iniciar um projeto:

 

  1. Seja sustentável. Seja conciente do dinheiro que você tem e lembre-se de que você está construindo um negócio e, portanto, precisa de mais dinheiro.
  2. Conheça o mercado e forme a equipe certa para sua empresa. Você não precisa saber tudo; você tem que ser humilde o suficiente para fazer perguntas e pedir ajuda. Porque você vai precisar.
  3. O storytelling é muito importante, especialmente no início. Com a sua história, você tem que levar o investidor em uma jornada.

 

Após a palestra, Lolita participou de uma sessão privada de Q&A com Explorers selecionados, todos pertencentes ao grupo que está liderando alguns dos projetos mais avançados desta edição. Cada um deles recebeu respostas personalizadas às perguntas que fizeram a essa investidora tão especial; sua injeção de otimismo, sem se perder em fantasias irrealizáveis, é exatamente o que um empreendedor precisa em seus estágios iniciais. Você quer ser um deles? Inscreva-se ao Explorer!

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