23/03/20264 min

Se você entende a criatividade como Simon Rogers, ela será a melhor ferramenta para o seu projeto

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Santander X Explorer
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TalkX
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A criatividade não é o design, o logo da empresa ou alguns cartões de visita bem feitos. É a capacidade de ver algo que não existe e torná-lo real, tangível e desejável para outras pessoas, por isso se torna uma ferramenta essencial para qualquer empreendimento.

Simon Rogers, CEO da ALBC (A Little Better Co., uma aceleradora criativa cuja missão é ajudar empresas a desbloquear seu impacto e tornar o mundo um pouco melhor), entende essa competência dessa forma. Acompanhado por Enrique Burgos, host da TalkX no Santander X Explorer e diretor de Inovação e Crescimento na ALBC, ele explicou aos participantes da palestra por que mudar nossa forma de ver a criatividade é tão importante em um projeto.

“A criatividade não é um luxo, é um acelerador”

Enrique começou com essa frase, levando o público a repensar o que acreditava sobre o tema. “No empreendedorismo, vejo repetidamente os fundadores de uma ideia investirem em tecnologia, na parte legal, em operações e finanças… e deixarem a criatividade, o storytelling e a narrativa por último. Isso é, muitas vezes, o erro mais caro que você pode cometer no início”, afirmou.

Felizmente, é possível aprender a usar essa ferramenta de forma estratégica. Para explicar, Enrique passou a palavra a Simon: “A criatividade não é apenas sobre como expressar ideias; também falamos de uma ferramenta de negócio essencial”, afirmou. “As empresas que têm sucesso não são necessariamente aquelas com as melhores soluções, mas as que se posicionam e se comunicam melhor”, continuou. Muito bem, mas… como fazer isso?

Os cinco pontos onde as startups travam (e como evitá-los)

“Até 90% das startups de impacto fracassam no primeiro ano — não porque suas ideias sejam ruins, mas por terem uma comunicação e um posicionamento fracos”, afirmou Simon. Os criadores se concentram em desenvolver o produto ou a tecnologia, mas esquecem de inspirar as pessoas a acreditarem nele. E isso leva a cinco pontos de bloqueio bem identificados pelo CEO da A Little Better Co.:

  1. Posicionamento: seu lugar no mercado não está claro.

  2. Imagem de marca: a primeira impressão é fraca.

  3. Engajamento: as pessoas não interagem.

  4. Escalabilidade: não consegue crescer de forma eficaz.

  5. Transformação: não consegue evoluir ou atrair parceiros.

A solução, claro, é a criatividade: “a tecnologia por si só não vai mudar o seu negócio, mas a criatividade vai. Ela é mais importante que o capital: não existe uma relação direta entre quanto dinheiro tenho e o sucesso da minha empresa, mas existe entre minha criatividade e o sucesso”, acrescentou Simon.

O framework de estratégia criativa

Desde o início dos tempos, a comunicação era storytelling; era assim que as ideias eram transmitidas. As histórias que permanecem são aquelas com as quais as pessoas se conectam — porque elas as compartilham. Para conseguir isso no seu projeto, explicou Simon, você precisa focar no porquê sua solução importa, e não apenas no que você está construindo.

“Muitos projetos incríveis fracassam, enquanto outros piores têm sucesso. O que os diferencia? A capacidade (dos segundos) de se conectar com as pessoas. Para as pessoas, é mais importante como a sua ideia as faz sentir do que se o projeto está ou não completo do ponto de vista técnico.” Simon Rogers.

No entanto, contar a história adequada para o seu público também pode ser desafiador. Por isso, o CEO da A Little Better Co. compartilhou seu framework de estratégia criativa, baseado em cinco etapas:

  1. Descoberta. Você precisa entender bem o seu público.

  2. Estratégia. Defina como fazer essas pessoas passarem de “não me importo” para “eu acredito nisso”.

  3. Marca. Desenvolva uma identidade visual e emocional.

  4. Táticas. Construa ferramentas (uma landing page, seu pitch…).

  5. Conteúdo. Conte sua história da forma certa.

Provavelmente, o primeiro ponto é um dos mais difíceis, já que entender seus clientes ou usuários pode ser complicado. Aqui, Simon recomenda se fazer as seguintes perguntas:

  • Quem é o meu público?

  • O que eles sentem?

  • O que eles pensam?

Depois de responder a isso, você poderá construir uma história “para eles, não para você”. E, embora existam muitas formas de contar algo, esse empreendedor recomenda uma estrutura simples e organizada:

  • Situação: o que está acontecendo no mundo.

  • Desafio: qual é o problema identificado.

  • Solução: como você resolve esse problema e como vai transformar a vida das pessoas.

Você pode usar a inteligência artificial como apoio? Claro. Mas Simon faz um alerta importante: com a IA você pode automatizar processos (conteúdo ou design), mas a empatia, a compreensão das pessoas e a definição do público são capacidades humanas insubstituíveis.

Se você colocar isso em prática, terá uma ferramenta muito poderosa: agora você também sabe que a criatividade não serve apenas para “deixar as coisas bonitas”, mas é uma vantagem estratégica que pode determinar se o seu projeto vai avançar ou não.

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