Como integrar o Explorer na universidade: três casos de êxito
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As universidades sabem que mostrar o empreendedorismo como uma opção real é algo que enriquece os estudantes: as ferramentas adquiridas por meio da experimentação nessa área servem para qualquer âmbito da vida. Por isso, a criação de ecossistemas que catalisem ideias e projetos ganha especial relevância entre as instituições que se preocupam em oferecer esses instrumentos.
A inclusão do Santander X Explorer em muitos desses ecossistemas pode parecer uma** solução eficaz** para** estruturar um caminho empreendedor **dentro das instituições. E de fato é — embora cada instituição o adapte, naturalmente, ao seu próprio contexto. Normalmente encontramos dois cenários possíveis:
Esta formação empreendedora é integrada a estruturas já existentes.
O Santander X Explorer torna-se parte central da estrutura e, a partir daí, organizam-se as etapas anteriores e posteriores.
Como as instituições enfrentam esses desafios? Estes exemplos de êxito mostram fórmulas inovadoras e eficazes.
BUAP (México): a comunidade como eixo central
A Benemérita Universidad Autónoma de Puebla conta com cerca de 130.000 alunos. Aqueles interessados em empreendedorismo, depois de passar pelo Road to Explorer (o programa que em três semanas ajuda você a encontrar uma ideia para empreender), têm duas opções:
Formação empresarial universitária: para ideias ainda em estágios muito iniciais. É aqui que o Santander X Explorer se integra; cursar o programa é obrigatório para que os estudantes conheçam diferentes materiais de referência e, principalmente, outros colegas. “Ele traz consigo uma comunidade”, explica a Dra. Lilia Verónica Gómez Galeana, chefe do Departamento de Incubação e Desenvolvimento de Competências Profissionais DITCo da BUAP e Coordenadora do Explorer na instituição.
**Incubação empresarial universitária: **trata-se da etapa seguinte, embora alguns projetos mais maduros cheguem diretamente aqui.
Depois dessas etapas, existe uma área de pós-incubação para que os estudantes possam tirar dúvidas. Os grupos de WhatsApp e o **contato com Alumni Explorer **ajudam a construir uma rede sólida, mas a criação da comunidade também se estende à própria universidade: Verónica ampliou seus contatos nacionais e internacionais ao conhecer outros Coordenadores.
“Por lei, no México os universitários precisam cumprir 480 horas de serviço social; caso contrário, não conseguem se formar. Na BUAP, o Santander X Explorer permite validar entre 80 e 90 horas, mas para isso é necessário obter o Certificado Explorer. As horas dedicadas ao programa também podem contar como parte das práticas profissionais; por quê? Porque os estudantes constroem comunidade e trabalham em equipe.”
Universidade da Coruña (Espanha): o Caminho de Santiago = o caminho empreendedor
María Inmaculada Muñoz é a Coordenadora do Santander X Explorer na Universidade da Coruña e criadora do Explorer UDC, uma iniciativa (premiada nas IV Jornadas de Empreendedorismo CRUE - Metared X) que apresenta o programa a todas as pessoas interessadas enquanto percorrem algumas etapas do Caminho de Santiago. O match estava claro: “Tem muitos simbolismos e valores que também podem ser aplicados ao empreendedorismo: esforço, resiliência, aprendizagem, comunidade”, explica Inma.
Explorer é a formação central em empreendedorismo na UDC, já que se trata de uma instituição sem um programa específico sobre essa área. A universidade acrescentou** um diferencial** ao formalizar acordos de colaboração com empresas às quais são atribuídos projetos para que atuem como mentoras, mas há mais:
Visitas a polos de empreendedorismo.
Acordos com as Associações de Jovens Empresários da região.
Colaborações com diversas instituições.
Tudo com o objetivo de se integrar ao ecossistema empreendedor da Galícia.
Universidad de Xalapa (México): do começo ao fim
O Santander X Explorer já era a espinha dorsal do ecossistema empreendedor da Universidade de Xalapa. Quando lançamos o** Road to Explorer,** sua integração como etapa anterior foi natural nessa instituição. Mas isso não significa que tenha sido simples, como explicou Alma Herrera, responsável pelo Centro de Inovação e Empreendedorismo UX da universidade. Entre outras dificuldades, enfrentaram dois desafios:
**Organizar o calendário **para adaptá-lo ao ano letivo.
Encontrar professores comprometidos com a formação.
Diante desses desafios, desenvolveram soluções **até chegar ao itinerário atual **(que pode ser visto completo aqui), estruturado nas seguintes etapas:
**Imagine Bootcamp. **Nesse encontro ao ar livre, os participantes conectam-se com a ideia que mais os apaixona.
Road to Explorer. Durante três semanas, desenvolvem essa ideia e investigam aspectos como os problemas que ela resolve e quem pode ser afetado.
O trabalho final do curso é um projeto apresentado no DemoDay do fórum INN4UX.
As ideias premiadas passam para o Santander X Explorer (embora qualquer pessoa interessada também possa se inscrever).
Se o projeto continuar avançando, chega ao Reto Emprende, uma fase mais exigente, na qual os participantes podem solicitar apoio; a Universidade de Xalapa busca mentores, contatos, cursos…
Além disso, o ecossistema dessa instituição se estende por meio de acordos com setores governamentais e com câmaras empresariais da região. Os resultados falam por si: “Depois de passar pelo Santander X Explorer, cerca de 80% dos participantes continuam desenvolvendo seus projetos”, explica Alma. Eles percebem que empreender é uma opção real e viável. E as universidades são responsáveis pelos primeiros passos desse caminho.
Imagem gerada com IA.
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