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05/10/20263 min

A IA pode ajudar a entender a realidade, mas não substitui o contato com ela

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Em Santander X Explorer, o uso da IA resume-se na frase acima. Bem utilizada, a inteligência artificial é uma ferramenta muito poderosa para avançar. Mas se for empregue unicamente para “resolver o problema”, perder-se-á uma aprendizagem muito valiosa.
Sem essa aprendizagem, todos os passos poderiam levar a um caminho errado, uma vez que não terão ocorrido no mundo real e, o mais importante: carecerão de um critério humano. A inteligência artificial estará a decidir por nós e as suas resoluções (sentimos dizê-lo) não servirão para nada, uma vez que não estarão fundamentadas em evidências reais.

Podem as evidências ser inventadas e trabalhar a partir daí?

Sair para o mundo pode assustar um pouco. A tentação de inventar um cliente ou uma intenção de compra está lá, mas tudo feito hipotético ou não contrastado com a realidade levará inevitavelmente a uma resposta muito bonita e convincente… que continuará a ser uma suposição, não uma evidência. A IA deve ser utilizada para preparar esta saída ao mundo e para analisá-la depois, em vez de a evitar.

Quanto mais evidências reais forem aportados (resultados, respostas, comportamentos, dados), mais útil se torna para encontrar padrões, contradições e aprendizagens. Quando os sinais recolhidos (gerados por pessoas e comportamentos reais) são utilizados para que a IA formular hipóteses, desenhar experimentos ou analisar resultados, há uma aprendizagem. Oferece uma direção que representa um avanço.

A informação que nos dá a interação com a realidade não pode ser substituída pela IA. 

Factos vs. ideias

A forma como perguntamos às inteligências artificiais condiciona a resposta, por isso é interessante pedir-lhes que identifiquem aquilo que damos como certo, as afirmações que não estão sustentadas em provas, os saltos na lógica argumentativa ou as fragilidades de uma ideia.

As explicações alternativas que a IA possa propor abrirão os nossos olhos e levar-nos-ão a novas perguntas e aprendizagens, além de reforçar o projeto. Evitar-se-á cair na autoficção.

Em Explorer propomos “treinar” a IA para que busque objeções aos raciocínios ou questione conclusões. Aprenderemos a distinguir o que observamos realmente, que interpretação fazemos disso e o que imaginamos. A IA pode ajudar ativamente a realizar essa separação.

As decisões continuam a ser nossas

A IA ajuda-nos a pensar, mas não deve decidir por nós se uma hipótese está validada, se é necessário iterar ou se o melhor é abandonar esse projeto concreto e começar de novo. Essa resolução deve apoiar-nos nas evidências e, acima de tudo, no nosso próprio critério.

Por isso, depois de utilizar uma inteligência artificial devemos perguntar-nos: “Há aqui aprendizagem ou isto é simplesmente uma história mais convincente?. Se adquirimos um novo conhecimento sobre o projeto, a IA ampliou o processo. Se apenas tornou mais credível aquilo em que já acreditávamos, estar-se-á alimentando a autoficção.

A função da IA ​​é revelar um aprendizado

A IA deve ajudar a compreender melhor uma ideia, fazer melhores perguntas e tomar decisões mais conscientes. Se fizer o trabalho por nós e não aprendermos nada, não está a cumprir a sua função.

Quer aprender a empreender na era da IA? Inscreve-te no Santander X Explorer: https://explorerbyx.org/lk/iMAi


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