As seis habilidades de um changemaker para empreendedores
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Quase todas as pessoas empreendedoras querem ser agentes de mudança. E Irene Milleiro, convidada na TalkX que inaugurou a segunda edição do Santander X Explorer em 2026, entende muito sobre isso. Desde a organização que dirige na Espanha e em Portugal, Ashoka (a maior rede de empreendedorismo social do mundo, fundada nos anos 80 por Bill Drayton), promove estas habilidades changemaker:
Empatia ativa: passar do sentimento à ação para resolver o que observa.
Liderança compartilhada: não centralizar decisões nem responsabilidades.
Trabalho em equipe: colaborar sem pretender fazer tudo sozinho.
Espírito empreendedor: testar, experimentar e buscar soluções.
Criatividade: encontrar novas formas de resolver problemas complexos.
Determinação: perseverar apesar das dificuldades.
Ela falou sobre essas habilidades com Patrícia Araque, Diretora Executiva do Santander X Explorer, em uma conversa transmitida ao vivo pelas nossas redes sociais: perguntas, conceitos e dúvidas foram explicados de forma clara e direta. Se você quer mudar o mundo com a sua ideia, isso é para você.
Impacto positivo vs. empreendimento social: o que os diferencia?
A maioria dos participantes do Explorer deseja que o seu projeto tenha um impacto positivo, mas qual é a diferença entre isso e um empreendimento social? “São muito diferentes. Em um negócio convencional com impacto positivo, o crescimento é considerado um sinal de sucesso: mais receita, mais clientes, maior participação no mercado… No processo, ele gera algo positivo, mas seu principal objetivo é gerar riqueza para seus proprietários. Para um empreendedorismo social a missão fica um pouco mais complicada, porque só triunfa de verdade quando consegue resolver um problema pela raiz. Não importa perder o mérito nem que outros copiem a ideia; pelo contrário, quer que essa solução possa ser replicada em outros lugares às vezes sem receber nada em troca”, explicou Irene.
Um empreendedor social não dá o peixe nem ensina a pescar: revoluciona a indústria pesqueira e a torna mais justa e diferente.
Bill Drayton, fundador da Ashoka.
Como fazer as coisas mudarem (de verdade)
Se você está no início da sua jornada empreendedora, certamente vai querer demonstrar que a sua ideia é boa e que vai representar uma mudança, uma revolução. As chaves das mudanças sociais, segundo a diretora da Ashoka, são:
Determinação: “Os empreendedores sociais precisam ter uma determinação de ferro.”
Colaboração: “Sem ela, nada acontece. Para que exista, é necessário uma liderança mais aberta e horizontal, saber trabalhar em equipe, ouvir e estar aberto a outras ideias. As pessoas que alcançam sucesso na mudança social são aquelas que pediram ajuda e colaboraram”. Se você está pensando em apoiar-se na comunidade… acertou.
“Gostamos de histórias de heróis, mas quase nunca é assim. Todas as pessoas que alcançaram algo tiveram uma série de colaboradores por trás.”
Não se apaixone por… a IA
Irene e Patrícia continuaram a conversa e o tema levou ao melhor conselho que pode ser dado a alguém que quer colocar o seu projeto em prática. O famoso “não se apaixone pela solução, mas sim do problema” foi a resposta da nossa convidada, mas ela acrescentou um detalhe que você deve levar muito em conta: também não deve se apaixonar pela tecnologia que criou para resolver essa dor. “A IA não serve para tudo”, afirmou.
Antes de passar à sessão privada com os Explorers selecionados, a diretora da Ashoka respondeu a várias perguntas dos participantes da TalkX, que foi tão dinâmica quanto merecia o início desta nova edição do programa. Você pode assistir na íntegra aqui:
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